segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Investindo com as estrelas



Astrologia para tomar decisões financeiras
Fernanda Pressinott - 13/12/2009 - 19h57


Há quem não saia de casa sem ler o horóscopo e há aqueles que levam tão a sério a posição dos astros que utilizam esse conhecimento não só para cuidar dos aspectos pessoais, mas também da vida financeira. Para os mais céticos, é bem estranho misturar dinheiro com planetas, mas os astrólogos garantem que a posição dos astros influi na vida como um todo, inclusive nas perspectivas de ganho e perda financeira.
A astrologia, que já foi considerada uma ciência na Roma Antiga, diz que tudo no Universo está em movimento e que a dinâmica dos planetas é a responsável por todo tipo de influência que a humanidade recebe – sejam positivas, negativas, transformações, vitórias, fracassos etc. Os estudos indicam que, da mesma forma como atingem o Macro, as influências planetárias chegam ao Micro, ou o microcosmo chamado homem.
Renato Chebbar, economista de profissão e astrólogo por paixão, nunca tinha pensado em misturar as duas profissões. No ano passado, em meio à crise financeira, percebeu que a união de Júpiter e Netuno, já conhecida pelos astrólogos como um ângulo desarmônico, poderia ter influenciado a queda nos mercados financeiros em todo o mundo. Daí em diante, passou a estudar mais e a usar astrologia nas decisões diárias. "Agora, olho as configurações astrológicas para fechar contratos, comprar ou vender imóveis e investir meu dinheiro", afirma. No entanto, ele não recomenda o uso desse instrumento para nenhum dos seus clientes, diz que há preconceito e que muitos ainda ligam a astrologia a charlatanismo ou adivinhação.
Conjunção dos astros
O economista declara que aprendeu muito sobre o assunto com a astróloga especialista em finanças Márcia Mattos. Ela, que também é jornalista e autora de "O Livro da Lua", ensina que a astrologia é feita de ciclos, que diferem pelo ângulo de união de planetas no céu. Alguns desses ângulos são positivos, outros não. Os aspectos que envolvem a posição de Júpiter, por exemplo, devem ser sempre estudados, pois são desfavoráveis quando envolvem Netuno (como na crise), Urano, Saturno e Marte. "Dependendo do grau de união dos astros, pode-se dizer se o momento é de subida ou descida do mercado financeiro, se é bom para um tipo de setor ou investimento", diz.
Por outro lado, posições que envolvem Sol com Júpiter e Júpiter com Vênus e a Lua são favoráveis à obtenção de riqueza. "A relação entre os planetas age de maneira diferente para cada país, indivíduo ou empresa, dependendo do mapa astral de cada uma dessas coisas ou pessoas. Por exemplo, o auge da crise financeira, em outubro do ano passado, não foi tão negativo para a economia brasileira, se comparado com o baque de outros países, porque Júpiter e Netuno estavam em cima do ascendente do País", destaca a astróloga.
Mapa astral
O mapa astral de nascimento de um indivíduo indica a posição dos astros naquele momento e, segundo os astrólogos, isso influencia as características gerais de cada um – por isso as pessoas nascidas sob o mesmo signo são parecidas. Porém, elas não são iguais, lembra Márcia.
Levando isso em consideração, os taurinos têm bom olhar para percepção de ganhos, diz ela, e trabalham com o conceito de acumulação de capital. Já os regidos por escorpião arriscam demais nas finanças e podem tanto ficar ricos facilmente como perder muito dinheiro. Já os sagitarianos são conhecidos pela sorte que possuem, o que inclui oportunidades financeiras. Leão e peixes são bons em jogos e os virginianos e capricornianos são muito cuidadosos. "Provavelmente, são pessoas que colocam o dinheiro em aplicações tradicionais como a poupança. Ou estudam muito antes de fazer qualquer investimento. Não arriscam nada", afirma a especialista.
Os leoninos não têm talento para gestão financeira. Podem até ganhar muito dinheiro, mas não vão deixar sobrar. Os aquarianos não têm boa relação com as finanças, preferem a liberdade de gastar sem pensar. Já os regidos por peixes são dispersivos e facilmente explorados. Os cancerianos, continua Márcia, privilegiam a segurança e não arriscam muito nas finanças. Para quem quer ir a fundo nessa análise, ela estuda o mapa astral completo do indivíduo e dá consultas indicando o que fazer com o dinheiro em cada momento (www.marciamattos.com.br)
Já o astrólogo Maurício Bernis, proprietário da AstroBrasil (www.astrobrasil.com.br), oferece o trabalho até para empresas. "É possível fazer um mapa pelo momento de fundação de uma companhia ou lançamento de um papel na bolsa de valores. Isso define períodos favoráveis para negócios e indica bons dias para determinadas aplicações, com acertos entre 60% e 80%", afirma.
Para indivíduos, ele oferece análises curtas, até mesmo diárias, sobre o mercado acionário, ou mais longas, para trabalhos específicos. Mas ele faz um alerta. "Não adianta fazer o mapa e não seguir as indicações. Na crise das bolsas, muitos clientes estavam ganhando dinheiro, não seguiram a indicação de vender ações e acabaram por perder", diz.
Bernis está no mercado de astrologia e finanças há 20 anos e diz que há menos preconceito e mais interesse nesse trabalho. A prova é que cerca de 200 pessoas assistiram à palestra do astrólogo no Expo Money 2009, evento com público voltado ao mercado financeiro. "Quem me procura para entender a influência dos astros nos negócios tem, em geral, mais de 30 anos e é empresário." Uma consulta custa
R$ 330 e o acompanhamento anual de investimentos sai por R$ 3,6 mil.

A atuação dos astros
Sol: indica fortuna por êxito profissional, assim como por relações com o pai, mas sempre por um preço elevado.
Lua: dá uma fortuna oscilante, dependendo fortemente das circunstâncias e dos favores dos outros.
Vênus: dá uma fortuna fácil, existe progresso. Indica recursos equilibrados com os gastos, sobretudo se estes estão ligados ao luxo e aos prazeres.
Mercúrio: concede o êxito em todos os empreendimentos, indica movimentos rápidos e a sua atuação é parecida com a da Lua, porém em circunstâncias restritas.
Marte: tudo adquirido com esforço, por luta, por especulação, mas a fortuna se perde da mesma forma.
Júpiter: dá grande fortuna, com possibilidades de crescimento quase ilimitadas.
Saturno: indica a dificuldade em se ganhar dinheiro, tende à pobreza. A estabilidade só é atingida por meio de uma economia constante.




DC de 14 de dezembro de 2009

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